sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pequenas cidades, grandes indústrias


Eu fico indignada com as grandes indústrias que chegam em nossas cidades, não pagam impostos municipais e ainda por cima detonam com o meio ambiente.
Ai você me fala, é mas gera muitos empregos na região e blábláblá...que nada!
A maioria dos funcionários dessas indústrias são pessoas de outros estados...e pode até gerar empregos sim, mas passa algum tempo de serviço e olha um sem o dedo, o outro sem a mão e assim vai. Ah, mas também fazem girar a economia em torno do município! E daí? Quer dizer que nossas nascentes de rios, a mata ciliar, os animais e os próprios seres humanos que trabalham muitas vezes sem dignidade, de nada valem? Estão abrindo mão disso tudo pela economia, pelo capitalismo exacerbado?! Poderiam colocar em prática o capitalismo humanitário, com o dever de se preocupar primeiramente com a saúde, a vida, o meio ambiente, as condições de trabalho, depois disso, sim o lucro.

As indústrias chegam em nossas cidades e contaminam os lençóis freáticos, desfazem o ecossistema aquático que há na região, criam canais e piscinas ocultas para liberar os lixos e até mesmo fazem isso antes da captação de água da cidade, fazendo com que a cidade toda receba em suas caixas d'água essa água misturada com lixo industrial.
Há um desprezo e despreocupação por parte dos empresários tão grande com a qualidade da saúde dos cidadãos, os animais silvestres e o habitat em que vivemose e não posso deixar de citar também a conivência do poder público em relação a esses fatos, pois fingem não perceber o mal que estão causando.

E enquanto nós cidadãos, que pagamos impostos e fazemos girar a roda da economia, não lutarmos por condições justas e humanas de saúde e trabalho continuarão ocorrendo esses tipos de situações. Enquanto não exigirmos do poder público a diária fiscalização nessas indústrias e leis mais rigorosas continuarão a fazer de nós meros fantoches.


Dica de filme:
Nação Fast Food

Foto: acidente industrial na cidade de Rio Verde - GO, onde a PERDIGÃO deixou "escapulir" um lixo a mais em uma de suas piscinas. Detalhe: isso foi jogado antes da captação de água do rio Abóbora.

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